Meio Termo

Meio Termo Uma história que assume e nos reconcilia com a normalidade da maioria de nós, menos numa coisa, em Edição dos Autores

23/01/2014

Últimos exemplares da primeira, e artesanal tiragem, disponíveis para envio postal. É agora ou esperar por Março, pela segunda tiragem. :D

Sem Título.Caneta Sobre Papel 120Gr.A4201240,00 €
18/06/2013

Sem Título.
Caneta Sobre Papel 120Gr.
A4
2012
40,00 €

PVP - 40,00€ Unidade (Casa da Cultura, em Setúbal)

Todas as ilustrações originais.
18/06/2013

Todas as ilustrações originais.

PVP 12,00 €
18/06/2013

PVP 12,00 €

Estrela da tarde.
18/06/2013

Estrela da tarde.

O Marçalo leva isto muito a sério! :P
17/06/2013

O Marçalo leva isto muito a sério! :P

17/06/2013
17/06/2013

Na opinião de Ana Wiesenberger:
"Meio Termo tem o enfoque no individuo dito, mediano no quadro social. A mediania pode apontar de modo corriqueiro para um ser em tudo comum e por conseguinte desinteressante, todavia há outra leitura do conceito nas antípodas desta. Horácio faz nas suas Odes a apologia da Aurea Mediocritas; ou seja o elogio das virtudes da mediania. Assumindo essa concepção, vemos no ser que não se destaca por se situar na genialidade nem na imbecilidade, o candidato perfeito para viver a sua vida com tranquilidade e prazer. Nesta obra temos exactamente a prova de que Horácio está com a verdade; o protagonista atravessa as etapas do crescimento com harmonia até à idade adulta e só no momento em que, por sua vez, dá início a outro círculo de criação conhece a transcendência dessa mediania através do amor. Estamos, portanto, na concretização absoluta da mensagem clássica.
Este livro é sobre a importância do amor. Só o amor tem capacidade para iluminar o ser humano na sua existência. O amor é a chave que nos dá acesso ao sentido das nossas vidas.
Gostei de ler e apreciar as ilustrações desta obra que pode parecer excessivamente simples, mas tem uma mensagem que deve ser mil vezes repetida neste mundo confuso, atormentado que parece esquecer o essencial - construir, realizar o amor."

17/06/2013

Na opinião de Miguel Moiteiro Marques:
"Na famosa pintura Escola de Atenas de Rafael, duas figuras dominam pela sua centralidade: Platão, de dedo apontado para a abóboda, e Aristóteles, com a mão aberta a meia altura. Segurando na mão direita a sua Ética a Nicómaco, o gesto de Aristóteles, interpretado por muitos como uma ênfase empírica no particular terreno, é mais do que uma reação ao idealismo do seu mestre. É a defesa da doutrina do meio-termo, da aurea mediocritas, da velha máxima popularizada pela escolástica medieval de que no meio está a virtude.
Meio-Termo, de Rogério Silveira e Sérgio Marçalo, não é um resgate da virtude aristotélica, mas não deixa de poder ser uma pedagogia para a felicidade. Numa sociedade em que não só o Ter [dinheiro, bens, pessoas], mas também o Ser [popular, bem-sucedido, influente] é o norte de miúdos e graúdos, ler um livro para crianças e adultos onde a felicidade pode ser encontrada numa vivência medíocre é uma desconstrução subtil dos valores da ética económica dos tempos modernos.
Estruturado como um álbum de criança, onde imagem e desenho se entrecruzam como legenda um do outro, Meio-Termo desenrola a vivência de uma personagem marcada desde o seu nascimento por ser “Percentil 50”: «Quando eu nasci não era minúsculo nem gigante, era meio-termo, conta a minha mãe». Mas desengane-se quem pensar que encontrará um hino à subserviente regularidade ou à castradora conformidade que conduz, por exemplo, ao conservadorismo atávico dos papéis sociais pré-determinados: a estética de Sérgio Marçalo é incisiva e a escrita de Rogério Silveira sarcástica. Talvez por isso em vez do cor-de-rosa ou do azul-bebé se encontre um cru preto-e-branco.
A eventual ataraxia da figura cujo crescimento acompanhamos é naturalmente humana na sua dimensão individual dentro de um cosmos feito de outras pessoas e em cuja esteira pode sair também a reflexão sobre o princípio da mediocridade humana, isto é, da nossa real importância no universo, nem mais nem menos do que o resto.
Se cada vez há quem seja mais igual do que os outros, o tempo encarregou-se também de tornar a palavra mediocridade mais medíocre do que ela é. Em todo o lado, e sobretudo na janela para o fundo da caverna que é a televisão, a necessidade de ser mais do que a mediocridade é justificação para tudo, desde bonobos fechados numa casa sob a vigilância de câmaras até celebridades endócrinas em saltos para a piscina.
Mas nem tudo é medíocre. Naquilo que verdadeiramente importa, o Amor – amoroso, filial, fraternal – o gesto de Platão até parece ser o comando a seguir, não para fugir de uma falsa realidade rumo à verdade das ideias, mas para tentar ir mais alto naquilo que verdadeiramente vale a pena.
Por tudo isto, Meio-Termo é o livro ideal para miúdos e graúdos lerem a dois, para que as perguntas de quem está nas idades dos porquês façam pensar aqueles que já não perguntam porquê."

11/06/2013

Endereço

Setúbal
2900

Website

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