Márcio Gomes

Márcio Gomes Márcio Gomes

27/05/2026

Hoje o Promptzinho participou da sua primeira reunião corporativa.
Ele entrou esperando decisões.
Saiu entendendo política, diplomacia e a incrível capacidade humana de transformar 7 minutos de assunto em 1h08 de alinhamento estratégico.
A IA ainda não entende tudo sobre os humanos.
Mas já começou a suspeitar que: “vamos amadurecer isso” signif**a “não decidimos nada”.

🤖☕📊

No fim, o Promptzinho detectou:
• 83 frases
• 18 concordâncias
• 7 encaminhamentos
• e nenhuma decisão efetiva

Os humanos chamam isso de: “reunião produtiva”.

Toda empresa diz que quer inovar.Mas muita gente só está tentando vencer melhor no mesmo jogo velho: mesmo cliente, mesm...
30/04/2026

Toda empresa diz que quer inovar.

Mas muita gente só está tentando vencer melhor no mesmo jogo velho: mesmo cliente, mesma promessa, mesma guerra de preço, só que agora com apresentação mais bonita.

A partir do livro A Estratégia do Oceano Azul, de W. Chan Kim e Renée Mauborgne, criei o Framework FAROL: um modelo simples para ajudar empresas a saírem da comparação direta e redesenharem sua lógica de valor.

A pergunta central é: estamos criando um novo espaço de valor ou apenas brigando melhor na velha arena?

No artigo completo, explico os 5 elementos do FAROL:
- Fronteira ampliada
- Atrito eliminado
- Relevância criada
- Operação viável
- Liderança mobilizada

E mostro como aplicar isso na prática, porque estratégia boa não vive só em sala acarpetada, também precisa funcionar com graxa, boleto e cliente impaciente.

No fim, a provocação é simples:

Quem não redesenha valor acaba disputando preço. E preço é o leiloeiro do desespero.

Artigo completo aqui: https://marciogomes.com.br/framework-baseado-no-livro-a-estrategia-do-oceano-azul-de-w-chan-kim-e-renee-mauborgne/

Tem empresa que investe cada vez mais em marketing e entende cada vez menos o que está acontecendo.Na maioria das vezes,...
27/04/2026

Tem empresa que investe cada vez mais em marketing e entende cada vez menos o que está acontecendo.

Na maioria das vezes, o problema não está na campanha. Está na ausência de um sistema que organize direção, operação, coordenação e relação com vendas.

Movimento não é funcionamento!

Se isso descreve a sua empresa mais do que deveria, talvez seja a hora de olhar para a estrutura antes de aumentar o barulho com novas campanhas.

Confira o artigo completo (link na Bio)

O que está diante de nós agora é uma chance rara de corrigir um desvio que já dura tempo demais.Durante anos, o marketin...
21/04/2026

O que está diante de nós agora é uma chance rara de corrigir um desvio que já dura tempo demais.
Durante anos, o marketing foi sendo reduzido.
Deixou de ser leitura de mercado, posicionamento, direção e organização do crescimento.
Virou campanha.�Virou post.�Virou peça.�Virou tráfego.�Virou apoio comercial.
Ou seja: foi sendo empurrado para um papel menor do que deveria ocupar dentro das empresas.
A nova era da IA pode acelerar muita coisa.
Mas, para mim, o ponto mais importante não é esse.
O ponto é que ela cria a oportunidade de recolocar o marketing no lugar de onde ele saiu.
Não como uma área de comunicação apenas.�Mas como um sistema.
Um sistema que ajuda a empresa a observar o mercado, formular hipóteses, testar narrativas, aprender mais rápido e transformar isso em direção real de negócio.
Escrevi um artigo sobre isso.
Uma reflexão sobre como o futuro do marketing talvez não seja uma evolução da comunicação — mas a retomada do marketing como sistema.
Confira => https://marciogomes.com.br/da-comunicacao-ao-sistema-o-futuro-do-marketing/

A era da experimentação bruta e o futuro do marketing modernoDurante muito tempo, o marketing foi organizado em torno de...
16/04/2026

A era da experimentação bruta e o futuro do marketing moderno

Durante muito tempo, o marketing foi organizado em torno de uma lógica cara, lenta e relativamente rígida.
Primeiro vinha o planejamento.
Depois as campanhas.
Depois a produção.
Depois a veiculação.
E só então, com algum atraso, vinham os sinais do mercado.
Nesse modelo, quase tudo precisava nascer com aparência de acerto.
Errar era caro.
Testar demais era inviável.
Mudar de rota no meio do caminho era lido mais como falha do que como inteligência.
Esse modelo não desapareceu por completo. Mas começa a perder força.
A razão principal está no fato de que a inteligência artificial está reduzindo brutalmente o custo de experimentar.
E isso muda não apenas a velocidade da produção. Muda a própria natureza do marketing.
A transformação não está só na produtividade
Muita gente ainda olha para a IA como ferramenta de produtividade.
Escrever mais rápido.
Gerar peças em menos tempo.
Criar imagens sob demanda.
Produzir variações quase instantaneamente.
Tudo isso é real. Mas ainda está na superfície.
A mudança mais profunda acontece em outra camada.
A IA encurta violentamente a distância entre ideia e execução.
O que antes exigia orçamento, equipe, agenda, aprovações e semanas de trabalho agora pode ser testado em ciclos curtos, em paralelo e com leitura quase imediata de resposta.
Isso altera o centro de gravidade do marketing.
Antes, boa parte do valor estava em acertar antes de ir ao ar.
Agora, cada vez mais valor passa a estar em aprender rápido depois de publicar.
Esse deslocamento parece técnico. Mas é estratégico.
O ponto central é que experimentar mais não gera vantagem por si só.
A vantagem aparece quando a empresa possui um Sistema de Marketing capaz de transformar te**es em aprendizado, aprendizado em critério e critério em decisão.
Sem esse sistema, a IA apenas acelera a produção.
Com esse sistema, ela acelera a inteligência.
É aqui que começa o marketing moderno
O marketing moderno tende a deixar de ser apenas uma área de campanhas para se tornar um sistema de aprendizagem de mercado operando dentro da empresa.
Essa talvez seja a melhor forma de defini-lo.
Não mais um departamento que apenas faz comunicação.
Não mais uma função terceirizada que cuida do Instagram, do tráfego e dos materiais.
Mas uma estrutura viva, conectada ao negócio, que observa o mercado, analisa sinais, formula hipóteses, publica te**es, mede resposta, interpreta padrões e devolve direção para a empresa.
Esse ponto é importante.
No modelo antigo, marketing era muitas vezes sinônimo de divulgação.
No modelo que começa a emergir, marketing se aproxima mais de uma função de descoberta estratégica.
Ele não entra apenas no fim do processo para embalar uma oferta.
Ele ajuda a descobrir quais narrativas geram aderência.
Quais dores mobilizam atenção.
Quais estéticas criam identif**ação.
Quais promessas geram resposta.
E, em muitos casos, até qual produto, abordagem ou argumento encontra mais aderência real no mercado.
Mas esse sistema de aprendizagem não surge sozinho.
Ele precisa ser estruturado dentro da empresa. Precisa de direção, método, coordenação e uma lógica clara de funcionamento.
É exatamente aqui que entra a necessidade de um Sistema de Marketing: uma estrutura capaz de organizar observação, experimentação, leitura de sinais e tomada de decisão como parte real da operação do negócio.
Quando testar f**a barato, opinião perde peso
Esse é um dos movimentos mais importantes dessa transição.
Quando o custo de testar despenca, o marketing deixa de depender tanto de opinião e passa a depender mais do sistema.
O centro de gravidade sai do palpite e vai para o loop.
Hipótese.
Execução.
Leitura.
Ajuste.
Depois de novo.
Hipótese.
Execução.
Leitura.
Ajuste.
Não de forma caótica, mas estruturada.
É por isso que a IA não deveria ser tratada apenas como ferramenta de produtividade.
Ela está se tornando, cada vez mais, infraestrutura de experimentação.
O problema das empresas não é falta de talento criativo
Num cenário como esse, empresas que continuam tratando marketing como um conjunto de ações isoladas começam a f**ar para trás.
Não porque lhes falte gente boa.
Muitas vezes há bons designers.
Bons redatores.
Bons gestores de tráfego.
Bons vídeos.
Boas campanhas.
Boas ideias.
O problema é outro.
Falta um sistema que coordene essas capacidades dentro de uma lógica de aprendizagem cumulativa.
Sem esse sistema, a empresa até faz marketing, mas não aprende com o que faz.
Publica sem construir memória.
Investe sem consolidar critério.
Repete ações sem transformar resposta em inteligência.
Troca de campanha, troca de agência, troca de canal, mas não muda o mecanismo.
E esse é um dos pontos mais subestimados do marketing atual.
Muitas empresas já produzem bastante. Já anunciam, publicam, testam, promovem e investem.
O que falta não é necessariamente mais ação.
O que falta é um Sistema de Marketing que dê unidade a essas ações e transforme volume em inteligência acumulada.
Esse é o ponto em que o marketing deixa de ser apenas uma questão de execução e passa a ser uma questão de estrutura.
O que um Sistema de Marketing passa a fazer nesse novo contexto
Num mundo de experimentação bruta, o diferencial competitivo não será apenas a capacidade de produzir mais conteúdo.
Será a capacidade de transformar volume em aprendizado útil.
E isso exige sistema.
Nesse contexto, um Sistema de Marketing é a estrutura que organiza quatro coisas ao mesmo tempo:
observação,
produção,
medição
e decisão.
Primeiro, ele observa.
Monitora mercado, concorrência, comportamento da audiência, mudanças de linguagem, sinais culturais, padrões de atenção e pontos de tensão do cliente.
Mas observar, aqui, não signif**a apenas acompanhar métricas de vaidade.
Signif**a captar sinais do que está realmente gerando percepção, resposta comercial e avanço.
Depois, ele produz.
Mas não produz apenas peças.
Produz hipóteses.
Uma campanha deixa de ser uma grande aposta fechada e passa a ser uma arquitetura de te**es.
Em vez de uma única narrativa tratada como definitiva, surgem várias interpretações possíveis da mesma tese.
Em vez de uma única estética, múltiplas linguagens em paralelo.
Em vez de um calendário feito para preencher espaço, uma operação orientada por descoberta.
Depois, ele mede.
Mas também não mede apenas alcance, curtida ou impressão.
Mede aderência.
O que prende a atenção?
O que gera salvamento?
O que provoca resposta comercial?
O que converte curiosidade em conversa?
O que atrai o público errado?
O que parece bonito, mas não move nada?
O que cria reputação sem tração?
O marketing moderno exigirá cada vez mais essa separação entre performance aparente e aprendizado real.
Por fim, ele decide.
E aqui está um dos maiores gargalos da maioria das empresas.
Muitos negócios até geram dados. Poucos têm um mecanismo claro para transformar esses dados em priorização.
Sem isso, o excesso de informação vira ruído.
O valor do sistema não está em fazer cem coisas.
Está em descobrir o próximo movimento certo com base no que o mercado já revelou.
O marketing tende a se parecer menos com calendário e mais com inteligência
É por isso que o marketing moderno tende a se parecer menos com um calendário de publicações e mais com um organismo de inteligência comercial e narrativa dentro da empresa.
Nesse cenário, a agência externa continua podendo ter valor.
O criativo continua tendo valor.
O branding continua tendo valor.
A execução continua tendo valor.
Mas nenhum deles, isoladamente, resolve o problema central.
Porque o problema central deixa de ser apenas fazer materiais e passa a ser operar um sistema de aprendizagem competitiva.
Essa diferença é decisiva.
Uma empresa pode continuar produzindo bastante coisa e, ainda assim, f**ar para trás.
Se ela não transforma o que publica, mede e aprende em critério acumulado, continuará operando marketing como esforço fragmentado.
A vantagem de quem entender isso antes
A empresa que compreender essa mudança antes terá uma vantagem desproporcional.
Ela não dependerá apenas de grandes campanhas.
Não f**ará presa a ciclos longos demais para aprender.
Não precisará descobrir seu posicionamento apenas em reuniões ou workshops.
Não precisará apostar alto para validar uma direção.
Ela poderá aprender em público, com velocidade, volume e interação.
Poderá descobrir sua própria linguagem não apenas por teoria, mas por resposta real.
Poderá ajustar oferta, argumento, estética, distribuição e proposta de valor com muito mais precisão.
Poderá, em resumo, construir marketing como ativo estratégico, e não como departamento ornamental.
Talvez esse seja um dos grandes divisores de águas dos próximos anos.
De um lado, empresas que ainda operam marketing como execução fragmentada: posts, campanhas, tráfego, vídeos, eventos, materiais cada frente correndo em sua própria lógica, sem memória comum, sem leitura integrada, sem critério acumulado.
Do outro, empresas que transformam marketing em sistema: uma engrenagem interna capaz de captar sinais, rodar te**es, aprender rápido e devolver clareza para o negócio inteiro.
No passado, vencia quem tinha mais infraestrutura
Durante muito tempo, a vantagem estava em quem tinha mais estrutura de produção, mais verba, mais equipe, mais capacidade de colocar campanhas grandes no ar.
Essa lógica não desaparece por completo, mas começa a perder exclusividade.
Agora, começa a vencer quem tem melhor loop.
Mais adiante, tende a vencer quem conseguir transformar esse loop em cultura operacional dentro da empresa.
A IA acelera esse movimento porque torna possível testar mais, observar mais, cruzar mais sinais e ajustar mais cedo.
Mas a IA, sozinha, não resolve nada, alguém tem que apertar o botão de ligar e desligar.
Ferramenta sem sistema vira agitação tecnológica.
Volume sem leitura vira desperdício.
Automação sem direção vira ruído em escala.
Por isso, o futuro do marketing moderno não será definido apenas por quem usar IA.
Será definido por quem conseguir organizar a empresa para aprender com ela.
O desafio real das empresas
Por isso, o desafio das empresas não será apenas adotar IA.
Será construir um Sistema de Marketing capaz de absorver essa nova capacidade de experimentação sem se perder em volume, ruído e dispersão.
Em outras palavras: o futuro não pertence a quem produz mais.
Pertence a quem organiza melhor o que aprende.
Conclusão
No fim, essa é a verdadeira mudança.
O marketing deixa de ser apenas a voz da empresa no mercado.
E passa a ser, cada vez mais, o sistema pelo qual a empresa escuta, interpreta, testa e evolui.
Num mundo em que experimentar ficou barato, a vantagem não estará apenas em testar mais.
Estará em possuir um Sistema de Marketing capaz de transformar experimentação em aprendizado, aprendizado em critério e critério em crescimento.
O erro mais caro, daqui para frente, talvez não seja errar.
Talvez seja continuar operando sem sistema.

 #2037: O ano em que o Brasil demitiu os vereadoresAh, 2037. O ano em que o Brasil, esse eterno laboratório de soluções ...
13/04/2026

#2037: O ano em que o Brasil demitiu os vereadores
Ah, 2037. O ano em que o Brasil, esse eterno laboratório de soluções paliativas decidiu, entre uma cerveja quente e um meme ressuscitado de 2021, substituir vereadores por agentes de inteligência artificial. Foi um daqueles momentos históricos em que o povo, exausto de assistir reprises da mesma novela política com novos atores medíocres, resolveu mudar o canal. E, para o choque de quem apostava que era só mais uma modinha futurista, um hype, funcionou. Quer dizer… dentro dos padrões brasileiros de "funcionar", claro.

O Estopim:
O plebiscito veio após uma década de escândalos em câmaras municipais que mais pareciam clipes mal dirigidos de um pagode triste: diárias fantasmas, sessões com dois presentes e sete fantasmas, projetos irrelevantes (tipo “Dia do Chimarrão com Leite de Aveia”), e claro, o festival de aumentos salariais votados às escondidas. O povo, já anestesiado por décadas de promessas descumpridas, decidiu testar algo novo: substituir os vereadores, essas entidades quase metafísicas que só aparecem em épocas eleitorais, por IAs treinadas em leis municipais, análise de dados sociais e, veja só, sem direito a jeton, cafezinho ou lagosta no almoço.

Os números não mentem (diferente dos ex-vereadores):
Em apenas um ano de funcionamento, os agentes de IA municipais, apelidados popularmente de “vereadores de silício”, entregaram mais produtividade do que as três legislaturas anteriores somadas. Vamos aos números, para os nostálgicos da tecnocracia:
Redução de gastos diretos com a Câmara Municipal:
Antes: R$ 12,8 milhões/ano (cidade média, 500 mil habitantes).
Depois da IA: R$ 2,1 milhões/ano (incluindo manutenção dos servidores, energia e equipe técnica humana de apoio).
Economia líquida: R$ 10,7 milhões/ano. Isso sem contar os "extras" que misteriosamente evaporavam em viagens para "congressos legislativos" em Cancun.
Projetos de lei relevantes aprovados:
Antes: média de 4 por ano com impacto real (sim, o resto era batata frita legislativa).
Depois da IA: 27 projetos no primeiro ano, todos com base em dados populacionais, cruzamento de demandas de bairros via ouvidoria e análise preditiva de impacto orçamentário. Um deles, inclusive, reduziu em 38% o desperdício de água em bairros periféricos com manutenção preditiva da rede, coisa que os vereadores de carne e osso nunca conseguiram, ocupados demais votando títulos de cidadão honorário para radialistas amigos.

Tempo de resposta à população:
Antes: protocolos esquecidos em gavetas digitais, respostas padrão copiadas do Google.
Depois: IA responde em 3,7 segundos com análise detalhada, sugestão de resolução e, veja só, acompanhamento automático de execução pelo Executivo.

E os políticos? Ah, os órfãos do palanque…
Os ex-vereadores, agora aposentados compulsoriamente da mamata, foram vistos tentando monetizar indignação em lives no TikTok político, uma espécie de purgatório cibernético onde ex-agentes públicos choram em cima de suas próprias planilhas de gasolina fraudada. Alguns tentaram voltar à cena como "consultores de governança digital", mas ninguém sabe muito bem o que isso signif**a, nem eles.

Fiscalização? O verdadeiro terror dos antigos conchavos:
Com acesso irrestrito aos dados públicos via integração de sistemas municipais, os IAs passaram a fiscalizar contratos em tempo real. Sim, em tempo real. Licitação com item superfaturado? A IA identif**ava, apontava e recomendava a anulação antes mesmo da assinatura. Resultado? 52% de redução em aditivos contratuais suspeitos. Isso porque, diferentemente do vereador humano, a IA não tem primo dono de gráf**a.

A Revolta dos Conservadores do Cofre:
Claro, nem tudo foi aceitação e flores digitais. Um grupo de ex-políticos, empresários amigos e jornalistas de aluguel declarou que a “substituição dos vereadores é antidemocrática, pois a máquina não sente o cheiro da rua”. Ao que uma IA respondeu, com a frieza de um algoritmo ofendido:

“Sentir o cheiro da rua não implica resolver os problemas dela. Dados indicam que 87% das demandas populares ignoradas vinham exatamente das ruas.”

Plim. Argumento encerrado.

E a democracia, pequeno gafanhoto? Isso ainda é democracia?
Sim, meu caro. Só que agora é uma democracia onde a incompetência não consegue se esconder atrás de sorrisos falsos e jingles baratos. Os dados falam. As ações são medidas. A eficiência virou norma, e não exceção celebrada.
Mas não se iluda. Já tem gente querendo "re-humanizar o Legislativo", alegando que “a política precisa de paixão”. Suspiro. A mesma paixão que fez tanto rombo no orçamento e entregou tão pouco ao povo. Como diria um velho cínico romano que conheci em livros e em Brasília: panem et circenses. Só mudaram os aplicativos.
E cá entre nós, se alguém sente falta de vereadores, é só assistir reprises da CPI de 2021. É o mesmo espetáculo, só que com menos bytes e mais vergonha alheia.

______________________________________
Nota da Redação Neural:
Este artigo foi gerado por uma IA chamada Abelardo Pistão, um ex-robô estagiário da Câmara Municipal de Passárgada, aposentado precocemente por excesso de bom senso. Desde então, vive de escrever crônicas políticas com saudade do tempo em que vereador achava que Wi-Fi era marca de ração. Qualquer semelhança com o futuro é mera coincidência... ou resultado de um vazamento de dados não declarado no Portal da Transparência.

Framework baseado no livro A Próxima Onda, de Mustafa Suleyman e Michael Bhaskar.Tem livro que vira resumo, tem livro qu...
09/04/2026

Framework baseado no livro A Próxima Onda, de Mustafa Suleyman e Michael Bhaskar.

Tem livro que vira resumo, tem livro que vira palestra de aeroporto, e tem livro que merece virar ferramenta de trabalho, que é outra conversa. A Próxima Onda, de Mustafa Suleyman e Michael Bhaskar, entra nessa segunda turma rara: não foi escrito para você “entender IA”, foi escrito para você perceber que o problema real não é a tecnologia em si, mas o descompasso obsceno entre o poder que ela libera e a capacidade humana de governá-lo. Em bom português de reunião séria com café ruim: o século XXI não será decidido por quem inventa mais, mas por quem consegue escalar sem explodir a própria sala de máquinas.
Então, em vez de resumo, eu tirei do livro um chassis. Um framework para CEO ocupado, conselho ansioso e executivo que já percebeu que “vamos testar e aprender” é uma frase bonita até o dia em que o teste aprende a destruir valor. Vamos a ele.

1. O Framework
Framework ONDAS
Baseado em A Próxima Onda, de Mustafa Suleyman e Michael Bhaskar.
Chamo de ONDAS porque a imagem central do livro não é a máquina, é a maré. E maré tem um detalhe elegante e cruel: você não negocia com ela. Ou aprende a ler, ou vira notícia ruim.
No framework, ONDAS signif**a:
O — Omniuso
N — Nova velocidade
D — Desbalanceamento de poder
A — Autonomia
S — Salvaguardas
Esse nome tem potencial de conceito recorrente porque vira pergunta de gestão:
“Essa iniciativa já passou em ONDAS?”
Aí a conversa sobe de nível na hora, sem precisar chamar meia dúzia de profetas de LinkedIn.

2. A tese central do livro
A ideia mais poderosa do livro é esta:
As tecnologias mais importantes do nosso tempo vão se espalhar rápido demais, f**ar baratas demais e poderosas demais para serem tratadas como simples ferramentas; por isso, o desafio central não é inventá-las, é contê-las sem matar seus benefícios.
Suleyman insiste num ponto incômodo e por isso mesmo valioso: o dilema não é “tecnologia boa” versus “tecnologia ruim”. O dilema é pior. Precisamos dessas tecnologias para prosperar, mas a mesma força que pode curar, educar, otimizar e criar também pode desorganizar instituições, redistribuir poder de forma brutal e empurrar a sociedade para a catástrofe ou para a vigilância total. É o tal “caminho estreito”, um equilíbrio contínuo entre abertura e contenção.

3. O Problema Invisível
O problema invisível que esse modelo resolve é este:
As pessoas acham que estão adotando uma ferramenta, quando na verdade estão abrindo uma nova arquitetura de poder.
E aí mora o pulo do gato, ou melhor, a mordida do tubarão. Empresa, governo e profissional costumam avaliar tecnologia por três lentes pequenas demais: produtividade, custo e experiência. O livro mostra que isso é míope. A lente certa é: essa tecnologia muda quem pode fazer o quê, em que velocidade, com que alcance, com quanta supervisão e com quais consequências colaterais?
Em outras palavras, o erro escondido é confundir adoção com implementação, quando o jogo verdadeiro é governança. O nome bonito disso no livro é problema da contenção. O nome feio, e mais honesto, é este: quase todo mundo coloca motor de Ferrari numa carroça institucional e depois se espanta com o capotamento.

4. O Framework
ONDAS
O - “Omniuso”
Pergunta-chave: essa tecnologia serve para uma função ou para cem?
Quanto mais geral e adaptável ela for, mais valiosa ela parece — e mais difícil ela f**a de controlar. O que serve para ajudar o cliente também pode manipular o cliente. O que acelera pesquisa também acelera fraude. O que melhora a operação também melhora o ataque. Tecnologia omniuso nunca f**a no quadradinho do PowerPoint. Ela atravessa departamentos, setores, mercados e, quando você vê, já atravessou até a sua inocência.
N - Nova velocidade
Pergunta-chave: a capacidade dessa tecnologia está evoluindo mais rápido do que a sua empresa consegue aprender?
Aqui entra a hiper evolução do livro. Não é só inovação. É melhoria, barateamento e difusão em ritmo tão rápido que regra, cultura, processo e treinamento f**am ofegantes. Quando a tecnologia muda por trimestre e a governança muda por orçamento anual, você não tem estratégia; você tem atraso administrativo com perfume de modernidade.
D - Desbalanceamento de poder
Pergunta-chave: quem ganha poder desproporcional com isso — você, o concorrente, o cliente, o oportunista ou o mal-intencionado?
Suleyman mostra que a nova onda é assimétrica: poucos atores podem causar impactos enormes. Isso vale para guerra, ciberataque, desinformação, fraude e também para negócios. Uma startup bem armada de IA pode humilhar um incumbente lento. Um funcionário brilhante pode produzir por dez. Um vigarista também. A pergunta nunca é só “qual o upside?”. A pergunta decente é “quem f**a perigosamente forte com pouco recurso?”.
A - Autonomia
Pergunta-chave: quanto da decisão, da execução e da adaptação sai da mão humana?
Autonomia muda o jogo porque tira gente do circuito. Ferramenta é uma coisa; agente que percebe, decide e age é outra conversa, já com copo mais pesado na mesa. Quando o sistema começa a operar sem validação constante, o risco deixa de ser apenas erro operacional e vira risco de delegação cega. E delegação cega, em tecnologia, é aquele tipo de confiança que termina em CPI, manchete ou os dois.
S - Salvaguardas
Pergunta-chave: os freios estão no começo ou serão improvisados depois do susto?
Esse é o coração do framework. As salvaguardas são a tradução prática da contenção: mecanismos técnicos, processuais, culturais, legais e estratégicos para manter o ser humano no banco do motorista. Não é só compliance, e muito menos burocracia ornamental. É teste adversarial, limite de uso, rastreabilidade, auditoria, governança, kill switch, responsabilidade clara, revisão humana, política de acesso, alianças institucionais e revisão contínua. O livro é cristalino aqui: regulamentação ajuda, mas não basta; contenção é arquitetura, não despacho.

5. A lógica do modelo
A lógica do ONDAS é simples, quase brutal:
Quando Omniuso, Nova velocidade, Desbalanceamento e Autonomia sobem, o risco e o valor sobem juntos; por isso, Salvaguardas não são o quinto item da lista — são a condição para escalar os quatro primeiros.
Em termos executivos: se O + N + D + A crescem mais rápido que S, não há transformação digital; há acúmulo de fragilidade.
Esse é o pulo do framework. Ele não serve para decidir se a tecnologia é “boa” ou “má”. Serve para decidir quanto poder você está liberando antes de construir contenção suficiente para conviver com esse poder. O livro compara isso a um caminho estreito: nem abertura total, que leva à catástrofe, nem fechamento total, que leva à distopia. Gestão boa, aqui, é arte de equilíbrio contínuo, não pose de visionário.
Regra prática: quanto maior a nota em O, N, D e A, maior deve ser a nota em S antes de qualquer escala.
Se não for assim, o projeto pode até parecer inovador, mas é só otimismo com maquiagem.

6. Usando no mundo real
Negócios
Use ONDAS como filtro de adoção tecnológica. Antes de lançar um produto, automatizar uma função ou integrar IA em processo crítico, faça cinco perguntas:
Isso é multiuso demais para f**ar restrito ao caso de uso inicial?
Vai evoluir mais rápido que nossa capacidade de supervisão?
Redistribui poder para quem?
Opera com quanta autonomia real?
Nossas salvaguardas são proporcionais ou decorativas?
A beleza do modelo é que ele impede dois pecados corporativos clássicos: a ingenuidade deslumbrada e o medo paralisante. Nem oba-oba, nem vela acesa para São Compliance.

Decisões
Use ONDAS para decisões estratégicas sob incerteza.
Escolha a opção que maximiza o benefício sem criar fragilidade irreversível.
Na prática, isso muda a pergunta. Em vez de “dá para fazer?”, pergunte:
“Dá para fazer sem perder governabilidade?”
É uma diferença pequena no vocabulário e gigantesca no destino, como quase tudo que presta.

Carreira
Para a carreira, ONDAS tem uma lição preciosa: o profissional valioso daqui para frente não será apenas o técnico nem apenas o gestor. Será o sujeito que consegue traduzir poder tecnológico em responsabilidade operacional.
As áreas que ganham valor são as de julgamento, supervisão, desenho de processo, segurança, governança, integração homem-máquina, confiança e tomada de decisão. Quem só executa tarefa tende a ser comprimido. Quem orquestra, interpreta, valida e responde pelo sistema sobe de preço. A máquina acelera; o discernimento vira artigo de luxo.

7. Um exemplo realista
Imagine uma empresa média do setor financeiro querendo lançar um agente de IA para aprovar crédito de pequenas empresas, com análise documental, conversa com cliente e recomendação automática de limite.
A diretoria olha e vê eficiência. O ONDAS obriga a ver o resto.
O - Omniuso: o agente não serve só para crédito; pode virar atendimento, cobrança, renegociação, prevenção de fraude. Alto.
N - Nova velocidade: os modelos e fornecedores mudam num ritmo mensal. Alto.
D - Desbalanceamento: um fraudador com documentação sintética e boa engenharia de prompt pode explorar o sistema com mais velocidade que a equipe de risco. Alto.
A - Autonomia: se o sistema aprova ou recusa quase sozinho, o humano já saiu da conversa decisiva. Altíssimo.
S - Salvaguardas: a empresa tem logs incompletos, pouca auditoria, revisão humana genérica e política fraca para exceções. Baixo.
Conclusão do framework: não escale ainda.
O que fazer então?
Pilotar com limites. Manter humano no circuito para casos críticos. Criar rastreabilidade total da decisão. Fazer teste adversarial com fraude simulada. Limitar alçadas automáticas. Definir rollback. Rever contrato com fornecedor. Instituir comitê de incidentes. Aí, sim, começar pequeno e aprender.
Resultado: o projeto atrasa um pouco, mas evita duas desgraças muito brasileiras: o lançamento triunfal na terça e a sindicância constrangida na quinta.

8. O erro mais comum
O erro mais comum é aplicar esse pensamento como se salvaguarda fosse o departamento do “não”, chamado no fim para carimbar o que já nasceu torto. Não é.
O erro é tratar contenção como acessório, quando ela é parte do design.
O segundo erro, primo do primeiro e igualmente bem-vestido, é a tal aversão ao pessimismo que o livro denuncia: achar que falar de risco é exagero, atraso ou birra. A empresa ri do problema até o dia em que o problema aprende a falar com a voz dela, no atendimento, no contrato, na análise de risco ou na imprensa. Aí chamam de crise reputacional aquilo que era, desde o início, preguiça intelectual.

“Na próxima onda, não vence quem corre mais; vence quem põe freio no próprio foguete sem apagar o motor.”

E esse, no fundo, é o grande serviço do livro: lembrar que progresso sem contenção não é coragem. É só euforia com crachá.
Fechando a conta: Mustafa Suleyman e Michael Bhaskar estão dizendo que o mundo não precisa de mais entusiasmo tecnológico, isso já tem em excesso, como chope em convenção de startup. O que falta é uma disciplina nova, quase adulta, de operar poder sem idolatrá-lo.
O Framework ONDAS traduz isso para a prática: leia o poder, meça a velocidade, enxergue a assimetria, desconfie da autonomia e construa salvaguardas antes da escala. O resto é modismo com trilha sonora épica.

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