25/08/2021
5G: POSITIVO SERVERS PREVÊ “TSUNAMI” DE PEDIDOS POR SERVIDORES DE EDGE COMPUTING
A 5G terá um efeito multiplicador sobre a economia, alegam diferentes estudos de fabricantes, de consultorias e do governo. Mas, na prática, que empresas vão se beneficiar indiretamente da chegada da infraestrutura do 5G? Aquelas que fazem hardware computacional são fortes candidatas.
Ao menos essa é a aposta de Silvio Campos, CEO da Positivo Servers & Solutions, empresa que produz servidores para data centers da Positivo Tecnologia. A unidade conta com sua capacidade de fazer equipamentos em três plantas – duas em Ilhéus, na Bahia, e outra em Manaus, no Amazonas – beneficiadas por descontos tributários obtidos por meio da adequação ao processo produtivo básico (PPB) para competir na área.
Poder de fogo, a empresa tem. Gerou receita de R$ 238 milhões em 2020, um crescimento de 29% em relação a 2019, graças à digitalização forçada pela pandemia de covid-19, que levou a distanciamento social e aumento do trabalho remoto. Para este ano, o crescimento seguirá forte, em dois dígitos, diz o executivo. A empresa tem 11% de market share em servidores e concorre com grandes competidores globais como Dell e HP. A participação de mercado em servidores de alto valor (acima de US$ 25 mil) é ainda maior: 40%.
Obviamente o servidor edge não é igual ao servidor para data center. Para ter um produto viável, a Positivo Servers fechou parceria com a norte-americana Supermicro, de quem reproduz tecnologia para supercomputadores, servidores para aplicações em nuvem e, agora, borda computacional de redes de telecomunicações.
Mas o que falta para as operadoras meterem a mão no bolso e tirarem suas redes edge do papel? Segundo Campos, o leilão 5G tem de acontecer. Antes disso, será difícil fecha contratos. Com a expansão do 5G, então as teles vão começar a espalhar mais e mais seus data centers, passando do nível regional para estadual, municipal e, então, conforme as exigências de usuários específicos por baixa latência.