23/08/2026
Amsterdam me lembrou que identidade forte não precisa ficar dizendo quem é o tempo inteiro.
Você simplesmente reconhece.
Está na arquitetura, nas fachadas estreitas, nas bicicletas, nas cores, nos cafés, nas vitrines, na forma como as pessoas ocupam as ruas e até na relação da cidade com os canais.
Existe uma coerência visual acontecendo o tempo todo, mesmo no meio de tanta informação.
E é exatamente esse tipo de coisa que busco quando viajo.
Não viajo procurando uma referência específica para o próximo projeto. Viajo para aumentar a quantidade de coisas que sou capaz de perceber.
Observo lojas. Entro em mercados. Fotografo embalagens. Presto atenção em fachadas, cardápios, materiais, experiências, comportamentos e em soluções que talvez nunca encontrasse sentado na frente do computador.
Nem tudo vai virar referência direta.
Na verdade, provavelmente quase nada vai.
Mas tudo amplia meu repertório.
E quanto maior o repertório, menos óbvio se torna o caminho na hora de criar.
Amsterdam, Holanda. 🇳🇱
Continuo acreditando que uma das melhores ferramentas de um criativo ainda é sair por aí e aprender a olhar.