02/09/2026
A adoção de inteligência artificial já é realidade nas empresas, mas escalar essas iniciativas segue sendo um desafio enorme, segundo o novo estudo O Grande Rearranjo da IA, da Cloudera.
O levantamento, feito com 1.500 líderes de arquitetura de dados e infraestrutura em nove países (Brasil incluído), mostra que 95% das organizações adiaram ou cancelaram ao menos uma iniciativa de IA nos últimos 12 meses por conta de desafios de governança de dados, compliance ou regulamentação. E isso mesmo com 77% delas já usando IA de forma ativa no dia a dia.
O gargalo não está na tecnologia em si, e sim na base sobre a qual ela é implementada. 72% dos entrevistados afirmam que a arquitetura de dados atual precisa passar por uma reformulação significativa para atender às demandas de IA, e 73% dizem que a IA tornou a governança de dados mais complexa do que era antes.
Esse cenário exige uma nova postura das empresas. Não basta plugar um modelo de IA sobre uma estrutura de dados legada e esperar que tudo funcione. É preciso repensar como os dados são armazenados, movimentados e governados, para que a IA opere com segurança, consistência e custo sob controle em ambientes cada vez mais híbridos.
A movimentação já aparece nos números: 66% das organizações migraram cargas de trabalho de IA da nuvem pública para nuvens privadas ou infraestrutura on-premises no último ano, buscando mais controle sobre onde e como seus dados são processados.
Assim como aconteceu em outras ondas de transformação digital, quem trata a IA como um projeto pontual tende a travar no meio do caminho. Quem enxerga como uma mudança estrutural, envolvendo dados, arquitetura, governança e cultura, sai na frente.
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