Tabulla Ressignificando narrativas sobre arquitetura e design

Para Neri Oxman, arquiteta e professora do MIT Media lab, a maneira tradicional de se construir é feita do mesmo modo há...
01/12/2025

Para Neri Oxman, arquiteta e professora do MIT Media lab, a maneira tradicional de se construir é feita do mesmo modo há milênios e precisa ser reinventada. Há quanto tempo o homem usa tijolo e cimento nas construções? Por que a arquitetura não tem acompanhado as evoluções tecnológicas do mundo?

Será que ainda estamos seguindo o design funcionalista da “forma segue função” e deixando de pensar que a forma deveria seguir inúmeros outros parâmetros como: sustentabilidade, diversidade e inclusão?

Fomos ensinados a construir edifícios e cidades de forma racionalizada, em partes, sem pensar no todo. Até hoje essa lógica ainda é ensinada nas universidades. Mas a era não é mais industrial, é digital. E agora?

E nessa lógica funcionalista e industrial nos limitamou a construir edifícios pouco conectados com o futuro das cidades. Arquitetura e construção civil hoje são responsáveis por 36% do uso de energia global e 39% da emissão de CO2 , uma indústria extremamente destruidora e poluente.

Como podemos mudar esse cenário? Deixando claro que não devemos aposentar o tijolo cerâmico e as paredes de 15cm, mas como não nos tornar reféns da lógica industrial num mundo que caminha para cenários diferentes dos quais estamos acostumados.

Guto Requena já dizia anos atrás que o mundo não precisa de mais uma cadeira. Mauricio Arruda sempre afirma em suas pale...
20/10/2025

Guto Requena já dizia anos atrás que o mundo não precisa de mais uma cadeira. Mauricio Arruda sempre afirma em suas palestras que precisamos de “mais Sertão e menos Milão”.

Olhando desse ponto de vista, por que ainda damos tanta importância a feiras como a de Milão?

A pesquisadora britânica Alice Rawsthorn defende a corrente do “Design como Atitude” cujo livro com título de mesmo nome fornece um levantamento das práticas de design contemporâneas dando sentido à crescente gama de disciplinas dentro do campo do design e que vão além de decorar e criar mesas e cadeiras.

Design como uma atitude explora como os designers, profissionais ou não, estão cumprindo esse papel em um momento extraordinariamente turbulento e muitas vezes perigoso, quando enfrentamos mudanças de velocidade e escala sem precedentes em muitas frentes.

Entre eles estão os desafios globais, como o aprofundamento das crises ambientais e de refugiados; o aumento da pobreza, do preconceito, da intolerância e do extremismo; o reconhecimento de que muitos dos sistemas e instituições que organizaram as nossas vidas no século passado já não são eficazes.

O que precisamos do design hoje? Será mesmo uma nova feira de móveis?

Precisamos mesmo de uma torre Senna?Projeto que vai ser construído em Balneário Camboriú levando a assinatura do atleta ...
30/07/2025

Precisamos mesmo de uma torre Senna?

Projeto que vai ser construído em Balneário Camboriú levando a assinatura do atleta morto em 94 nasce cercado de polêmicas e contradições.

O que você acha?

Design como Atitude é um termo cunhado pela pesquisadora britânica Alice Rawsthorn cujo título de mesmo nome fornece um ...
22/04/2025

Design como Atitude é um termo cunhado pela pesquisadora britânica Alice Rawsthorn cujo título de mesmo nome fornece um levantamento das práticas de design contemporâneas dando sentido à crescente gama de disciplinas dentro do campo.

Design como uma atitude explora como os designers, profissionais ou não, estão cumprindo esse papel em um momento extraordinariamente turbulento e muitas vezes perigoso, quando enfrentamos mudanças de velocidade e escala sem precedentes em muitas frentes.

Ele traça a evolução da relação do design com outras disciplinas, como a arte e o artesanato, e o seu papel no ressurgimento do interesse pelo fazer, seja à mão, mecanicamente ou digitalmente. O livro também mapeia as mudanças recentes na cultura do design à medida que esta se torna mais diversificada e inclusiva, não apenas em termos de gênero, geografia e etnia, mas ao abranger pessoas de áreas muito diferentes, que não receberam formação para serem designers, mas estão ansiosas por se envolver com o design.

Design como atitude também antecipa o impacto da inteligência artificial, da computação quântica, da tecnologia sem motorista, carros, fabricação digital e outros avanços que sabemos que nos afetarão num futuro próximo.

Como essas inovações estão mudando o que precisamos e queremos do design? E como irão afectar as nossas expectativas quanto ao nível de escolha e controle que desejamos exercer em diferentes aspectos das nossas vidas, e a nossa capacidade de expressar as nossas identidades pessoais cada vez mais fluidas?

Marc-Antoine Laugier ( Manosque, Provença, 22 de janeiro de 1713 – Paris, 5 de abril de 1769) foi um padre jesuíta até 1...
21/03/2025

Marc-Antoine Laugier ( Manosque, Provença, 22 de janeiro de 1713 – Paris, 5 de abril de 1769) foi um padre jesuíta até 1755, depois um monge beneditino e pode talvez ser considerado o primeiro filósofo da arquitetura moderna. Laugier é mais conhecido por seu Ensaio sobre Arquitetura publicado em 1753.

Segundo Laugier, uma arquitetura para ser considerada de qualidade tem necessariamente de ser legitimada pela Natureza e pela Razão. E, além disso, deve ser absolutamente isenta de elementos que, carecendo de conotações puramente estruturais, respondem exclusivamente a necessidades ornamentais e decorativas.

O ensaio influenciou fortemente a estética arquitetônica neoclássica, que começava a afirmar-se em oposição ao barroco e ao rococó, deixando a sua marca na produção de inúmeros designers.

Será que a premissa de Laugier, em tempos de mudanças climáticas extremas, exigirá mudanças estruturais na maneira como cidades e moradias são habitadas e construídas? O que o futuro pode nos reservar?

Frase citada pelo arquiteto Carlo Ratti, curador da Bienal de Veneza 2025 em entrevista ao Dezeen.

Da solidão ao preço do aluguel, do custo de babás a pandemias. Quase 3 milhões de pessoas voltaram a morar com parentes ...
18/02/2025

Da solidão ao preço do aluguel, do custo de babás a pandemias. Quase 3 milhões de pessoas voltaram a morar com parentes só nos EUA, estimando-se que até 50% da residências hoje seja multigeracional com idosos e crianças convivendo juntos.

Segundo o IBGE, até 2060, os idosos serão mais de 25% da população brasileira.

No Reino Unido, um quinto das pessoas de 25 a 34 anos agora vive com seus pais, de acordo com a The Resolution Foundation, enquanto a Pew Research calcula que 64 milhões de americanos atualmente residem em lares com várias gerações, jovens a terceira idade.

Em comunidades e periferias brasileiras é muito comum encontrar famílias vivendo no mesmo solo sob puxadinhos ou dividindo o mesmo recinto com diferentes gerações e isso tendem a ser tornar comum não só na periferia.

Como designers tem visto a questão do envelhecimento geracional sob o ponto de vista criativo? Nossas casas, objetos e utilitários estão adequados para essa mudança?

Para saber mais acesse nosso Guia “Nichos do Futuro” (link na bio) e saiba mais sobre a profissão de Designer Geracional.

Cidades caminháveis viraram luxo de quem tem poder de compra de morar bem?O que é luxo quando falamos de urbanidade?
22/01/2025

Cidades caminháveis viraram luxo de quem tem poder de compra de morar bem?

O que é luxo quando falamos de urbanidade?

Criatividade é o trabalho de todos, e há pessoas criativas em todos os campos. No entanto, por trás dessa frase há um av...
11/12/2024

Criatividade é o trabalho de todos, e há pessoas criativas em todos os campos. No entanto, por trás dessa frase há um aviso: “Se você acordar um dia e perceber que está fazendo a mesma tarefa repetitiva repetidamente, eu ficaria muito preocupado. Qualquer coisa que seja análise de dados ou baseada em pesquisa será feita melhor por máquinas.” disse David Lee, COO do SquareSpace, empresa gigante de webdesign uma recente entrevista.

O desafio para todos nós, ele argumenta, é “mover-se rio acima”. Pare de tentar competir com as coisas que a IA pode fazer bem agora e fará muito bem no futuro e abrace o que nos torna diferentes: em outras palavras, nossa criatividade, nossa capacidade de criar ideias originais e contar histórias. Se fizermos isso, David diz, então a IA pode levar à “próxima era de ouro para a humanidade, onde os humanos podem fazer as coisas que realmente somos feitos para fazer”.

David prevê um futuro em que o artesanato e a criatividade humana são valorizados acima do conteúdo gerado por IA. “Na verdade, acredito que todas essas ferramentas de IA serão para as massas”, diz ele. “As pessoas no futuro pagarão um prêmio pelo artesanato e pela criatividade feitos à mão, porque há uma história associada a isso”

David descreve como “a próxima era de ouro para a humanidade” pode não ter espaço para todos que estão atualmente trabalhando na indústria criativa. O que parece claro, porém, é que, dado que estamos entrando neste mundo de conteúdo gerado por IA, todos nós faríamos bem como criativos em gastar menos tempo tentando fazer tudo de forma mais e mais eficiente e rápida, e gastar um pouco mais em contar histórias – defendendo nosso trabalho e articulando por que ele não é apenas valioso, mas essencial.

A educação no futuro vai preparar os estudantes para a vida prática e será um pouco diferente das salas de aula de hoje....
18/11/2024

A educação no futuro vai preparar os estudantes para a vida prática e será um pouco diferente das salas de aula de hoje. A meta maior da educação será fazer com que os estudantes desenvolvam um pensamento crítico e voltado para a realidade, com cada vez mais ação e menos teoria.

“A sala de aula tradicional, com um professor na frente e alunos organizados em fileiras já teve o seu tempo”, conclui o relatório sobre educação publicado recentemente pela Unidade de Inteligência da revista britânica “The Economist” e patrocinado pelo Google.

O documento foi produzido com base em séries de entrevistas e pesquisas com alunos, professores e empresários de 25 países, incluindo o Brasil. Segundo o relatório, mais do que fornecer informações, a escola do futuro precisa dar ao aluno a oportunidade para debater ideias, fazer seus próprios experimentos e adquirir as chamadas habilidades do século XXI, como solução de problemas, trabalho em equipe e capacidade de se comunicar.

Ao invés da abordagem de disciplinas de forma isolada, os assuntos terão o enfoque interdisciplinar. As escolas, por orientação do Ministério da Educação, escolhem temas, como trânsito, por exemplo, e procuram tratá-lo em diversas disciplinas.

Dentro desse contexto, será comum profissionais de outras áreas fazerem parte do corpo docente de escolas como já vem acontecendo mundo afora. Arquitetos, engenheiros, médicos, designers, entre outros, prepararão as crianças para resolver problemas reais do nosso futuro ao invés de apenas decorar equações.

Se quiser saber mais sobre isso acesse nosso Guia Nichos do Futuro com 20 áreas que serão promissoras nos próximos 30 anos - link na bio.

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Recife, PE

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