13/10/2022
Meta é processada por burlar proteções de privacidade e continuar rastreando usuários
Os estados norte-americanos da Califórnia e da Lousiana abriram ações coletivas contra a empresa Meta, acusando-a de burlar as proteções de privacidade do sistema operacional iOS para continuar rastreando os usuários.
Os processos citam o estudo do pesquisador e ex-engenheiro do Google, Felix Krause, que cita queda de nas receitas de publicidade da Meta após a atualização das regras de privacidade da Apple em 2021, que permitiu aos usuários cancelar todo o rastreamento por aplicativo de terceiros.
Uma das ações também cita o Instagram, cujos links clicados pelos consumidores passaram a ser abertos em um browser interno, que registraria ostensivamente informações de interação e até mesmo senhas e outras informações pessoais.
Além disso, os processos apontam a ausência de alertas para a coleta de dados e a anuência da Meta, que admitiu o rastreamento durante a pesquisa de Krause.
Conforme os advogados, a dinâmica adotada pela Meta tem o mesmo mecanismo de cibercriminosos, que também manipulam sites e serviços online para a coleta de informações, e viola as leis federais dos Estados Unidos, incluindo normas relacionadas à competitividade e regras específicas de proteção à privacidade.
Estimativas indicam que os processos poderão render indenizações de US$ 100 a US$ 10 mil por usuário e dia de infração, bem como a interrupção do rastreamento a partir dos navegadores dos aplicativos Facebook e Instagram em dispositivos da Apple.
Até a decisão judicial, especialistas sugerem que os consumidores copiem e colem os links encontrados nas redes sociais em seus browsers de preferência, para evitar o monitoramento do acesso.
A Meta não comentou sobre os processos.
Link :
A former Google engineer reported the risk, but Meta found no privacy concern.