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A mesma IA funciona numa empresa e decepciona na outra.E o modelo costuma ser exatamente o mesmo.Existe um nome para o q...
27/08/2026

A mesma IA funciona numa empresa e decepciona na outra.

E o modelo costuma ser exatamente o mesmo.

Existe um nome para o que muda, e quase ninguém usa: harness.

Harness é tudo que f**a em volta do modelo. Quais ferramentas ele enxerga. Como cada uma é descrita para ele. O que ele vê depois de agir. E onde ele precisa parar.

Repare que nada disso é o modelo. É o posto de trabalho dele.

F**a concreto assim. Uma IA que responde cliente sem enxergar o histórico de pedidos vai errar. Não porque é burra. Porque ninguém deu a ela a ferramenta certa. Trocar de modelo não resolve isso, e nunca resolveu.

E é aí que a conta f**a cara. Cada ferramenta nova recomeça do zero: outro teste, outra curva de aprendizado, outra frustração da equipe. Enquanto isso, o problema original continua exatamente onde estava.

Um estudo publicado em 2026 mediu o outro caminho. Mantendo o modelo e a tarefa, e mexendo só no harness, a taxa de acerto foi de 61,2% para 68,2%. O custo médio caiu de 213,8 para 85,1. Mais acerto gastando menos, sem trocar nada do que costuma ser trocado.

Um cuidado com esse número: ele vem de ambiente de teste de agente, não de operação de empresa. A direção transfere. A magnitude, não.

Se você está decidindo qual IA contratar, provavelmente está fazendo a pergunta errada. A pergunta que resolve é mais chata e bem mais barata: o que ela precisa enxergar para acertar?

Sua IA tem acesso a isso hoje?

Fontes: Kim et al., The Interplay of Harness Design and Post-Training in LLM Agents (arXiv 2606.25447). Zhang et al., Scaling Laws for Agent Harnesses via Effective Feedback Compute (arXiv 2605.29682). Yang et al., SWE-agent (arXiv 2405.15793, NeurIPS 2024).

O sistema de publicação da Conex passou 36 dias sem publicar.Nada avisou.O token do Instagram expirou em 17 de julho. Eu...
26/08/2026

O sistema de publicação da Conex passou 36 dias sem publicar.

Nada avisou.

O token do Instagram expirou em 17 de julho. Eu descobri em 22 de agosto, e só descobri porque fui checar outra coisa.

Nenhum erro apareceu. O código continuou rodando, o botão continuou lá, nenhuma tela ficou vermelha. Ele simplesmente parou de fazer a única coisa que existia para fazer.

O que me pegou foi o resto: nesses 36 dias o conteúdo saiu igual. Eu publiquei à mão, o feed andou, os posts performaram. Ninguém sentiu falta de nada. Quem estava quebrado era o registro, não o trabalho.

Só que o sistema achava que agosto tinha zero publicação. Todo o aprendizado dele, sobre o que funciona e o que não funciona, estava sendo construído em cima de um mês que não aconteceu.

Erro que trava, você percebe na hora. Erro que só deixa de acontecer pode levar um mês.

E tem uma armadilha aí que vale para qualquer operação: automação boa é justamente a que você esquece que existe. Isso faz o silêncio dela ser idêntico ao sucesso dela.

O que faltava não era mais automação. Era um alarme.

Qual das suas automações parou e você não saberia dizer?

Fonte: Conex Lab, registro interno de 22 de agosto de 2026.

A IA chegou ao trabalho mas talvez estejamos olhando para o indicador errado.Enquanto o emprego formal cresceu 1,96% no ...
24/08/2026

A IA chegou ao trabalho mas talvez estejamos olhando para o indicador errado.

Enquanto o emprego formal cresceu 1,96% no primeiro semestre de 2026, algumas tarefas dentro dos cargos estão mudando muito mais rápido.

Entre as empresas brasileiras que já utilizam IA, a geração de texto passou de 20% para 30% em um ano. E a adoção também não acontece de forma igual: chega a 50% entre grandes empresas, contra 15% entre as pequenas.

Isso ajuda a entender uma mudança importante:

IA não precisa eliminar um cargo inteiro para transformar o trabalho.
Ela pode automatizar, acelerar ou reorganizar tarefas específ**as enquanto o emprego continua existindo.

Por isso, talvez a pergunta mais útil não seja:

“Quantos empregos a IA vai substituir?”

Mas:

“Quantas tarefas do seu trabalho já começaram a mudar?”

Arraste para ver os dados.

Fontes: TIC Empresas 2025 — Cetic.br/NIC.br e Novo CAGED — Ministério do Trabalho e Emprego.

Sua equipe pode f**ar fluente em IA e a empresa não sair do lugar.Existe um framework que ficou conhecido como os 4Ds da...
22/08/2026

Sua equipe pode f**ar fluente em IA e a empresa não sair do lugar.

Existe um framework que ficou conhecido como os 4Ds da fluência em IA. Ele é da Anthropic, feito com os professores Rick Dakan, da Ringling College, e Joseph Feller, da University College Cork. O curso é gratuito e aberto.

São quatro competências:

DELEGAÇÃO. Decidir o que entregar para a máquina. É a pergunta de tarefa: o que alguém executa aqui que não depende de julgamento humano? Delegar sem desenhar o fluxo é terceirizar a bagunça.

DESCRIÇÃO. Comunicar com contexto, não com truque de prompt. A distância entre um resultado útil e um genérico quase sempre está no que você não contou: a restrição, o formato, quem vai ler.

DISCERNIMENTO. Avaliar o que voltou. O modelo soa igualmente confiante quando acerta e quando erra. É a única das quatro que não dá para passar adiante.

DILIGÊNCIA. Responder pelo resultado. Que dado pode entrar, quem revisa antes de sair, e quem assume quando algo escapa.

Até aqui é o framework. A partir daqui é a leitura da Conex.

As quatro são competências de PESSOA. E é aí que uma empresa se engana.

Você treina a equipe, todo mundo f**a mais rápido, e seis meses depois a pessoa que ficou boa nisso sai. A fluência dela sai junto. O que sobra é o que estava escrito, e normalmente não estava escrito nada.

Fluência é da pessoa. Processo é da empresa.

Repare que o primeiro D já é uma pergunta de operação, não de ferramenta. Delegação é decidir quais tarefas vão para a máquina. Isso é mapa de processo, não treinamento.

E o quarto D só existe de verdade quando vira documento. Diligência sem política escrita é intenção.

Então, antes de treinar a equipe em ferramenta:

Sua equipe tem um combinado por escrito? O que pode entrar num prompt e o que não pode. O que sempre precisa de revisão humana. O que funcionou e vai para a biblioteca.

Uma folha resolve. E ela f**a na empresa quando a pessoa vai embora.

Fonte: Anthropic, AI Fluency Framework (Rick Dakan e Joseph Feller). Curso gratuito.

Conex Infinity. IA, gestão e automação sem hype.

A IA está demitindo pessoas ou estamos simplif**ando demais a história?Empresas estão cortando vagas enquanto aumentam s...
21/08/2026

A IA está demitindo pessoas ou estamos simplif**ando demais a história?

Empresas estão cortando vagas enquanto aumentam seus investimentos em Inteligência Artificial.

É tentador juntar os dois fatos e concluir: "a IA está substituindo esses trabalhadores."

Em alguns casos, isso já pode estar acontecendo. Mas a história é maior.

Empresas também estão:

→ reduzindo custos
→ reorganizando estruturas
→ cortando projetos
→ mudando prioridades
→ diminuindo contratações
→ tentando produzir mais com equipes menores

E a IA entra no meio dessa transformação.

O ponto mais importante talvez não seja descobrir se "a IA vai acabar com empregos". É entender como ela está mudando a quantidade e o tipo de trabalho necessário dentro das empresas.

Antes, uma operação podia precisar de pessoas para receber informação → organizar → analisar → registrar → encaminhar → acompanhar.

Agora parte desse fluxo pode ser executada ou assistida por sistemas.

Isso não signif**a necessariamente: "uma IA = uma pessoa a menos."

Pode signif**ar: o mesmo processo passa a exigir menos trabalho manual.

E essa diferença importa. Porque a transformação provavelmente começará nas tarefas antes de aparecer claramente nas profissões.

Para quem administra uma empresa, a pergunta mais útil não é "qual cargo a IA vai substituir?".

É: "quais tarefas da minha operação ainda existem apenas porque uma pessoa precisa executá-las manualmente?"

Essa pergunta é muito mais próxima do que está acontecendo. E muito mais útil para quem precisa tomar decisões.

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IA, gestão e automação

Automatizar não é começar pela ferramenta. É começar entendendo o trabalho.Antes de pensar em IA, integrações ou agentes...
20/08/2026

Automatizar não é começar pela ferramenta. É começar entendendo o trabalho.

Antes de pensar em IA, integrações ou agentes, existe uma pergunta mais importante: o que, de fato, deveria ser automatizado?

Uma tarefa repetitiva pode esconder um processo mal desenhado. E automatizar um processo ruim só faz a bagunça acontecer mais rápido.

O caminho começa menor:

→ identif**ar as tarefas
→ entender como elas se conectam
→ calcular o custo de continuar fazendo tudo manualmente
→ redesenhar o processo
→ só então escolher a tecnologia

Hoje, apenas 17% das empresas brasileiras usam IA, e entre as pequenas, o número cai para 15%, segundo a pesquisa TIC Empresas, do Cetic.br.

Talvez o próximo passo da sua operação não seja contratar mais uma ferramenta.

Talvez seja fazer um mapa.

Comece pelo que sua equipe ainda faz na mão.

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