07/05/2026
Uma das mensagens mais consistentes da Conferência Gartner Data & Analytics 2026 foi clara: não existe escala de IA sem governança – e, sobretudo, sem clareza sobre onde e como gerar valor.
Essa reflexão permeou as conversas ao longo de todo o evento, do estande às sessões principais, incluindo o painel de abertura, em que o Gartner trouxe uma visão ampliada sobre o ROI em IA. Mais do que retorno financeiro, a consultoria destacou a importância de considerar também o retorno sobre a integridade, a inteligência e as pessoas.
Outro ponto central foi o caminho para essa evolução: fortalecer as fundações de dados e arquitetura, entender o apetite de risco na adoção de IA – seja ele mais cauteloso, oportunista ou AI-first – e, principalmente, empoderar as pessoas para liderar essa transformação.
Essa perspectiva também esteve presente no painel “Data you can trust: Escalando IA com governança e controle”, mediado por Lyse Nogueira, Customer Advisory para América Latina do SAS, com participação de @ Gabriela Castro, gerente geral de Performance e Competitividade da Vale, e Rafael Cavalcanti, diretor de Inteligência de Dados e CRM do Bradesco.
Ao longo da conversa ficou claro que escalar IA começa antes da tecnologia: passa por entender o problema de negócio a ser resolvido e por construir as condições necessárias para tomar decisões confiáveis. Porque, embora a governança por si só não gere valor, sem ela não há escala.
É aqui que reforçamos nossa visão: todo mundo tem IA, o diferencial está em garantir confiança para que ela gere resultados. Afinal, a governança não é um freio, mas um acelerador: ela permite equilibrar custo e risco, otimizar o uso da IA e direcionar sua evolução, com humanos não apenas no loop, mas liderando essa transformação para gerar impacto real no negócio.