22/08/2026
Paulo encerra a lista de pecados a serem mortificados com uma associação que parece muito curiosa para os nossos tempos: a avareza, que é idolatria.
Ele fala de dinheiro, algo comum, necessário, presente na vida de qualquer pessoa, e o coloca lado a lado com prostituição e impureza.
A associação só faz sentido se entendermos idolatria além do senso comum.
Idolatria, segundo as Escrituras, é dar a algo o lugar de confiança, segurança e afeto supremo que pertence somente a Deus. E poucas coisas competem por esse lugar tão silenciosamente quanto o dinheiro, nunca declarado como deus, mas frequentemente tratado como garantia última de segurança.
Isso revela como o pecado raramente aparece disfarçado do óbvio. Ninguém se converte de manhã à adoração aberta de um ídolo.
A avareza cresce devagar, através de decisões razoáveis, poupar mais, gastar com cautela, planejar o futuro, até que a segurança que deveria vir de Deus passa a vir do saldo bancário.
O bom se torna ídolo exatamente quando ocupa o lugar que só o Criador deveria ocupar, sem que o coração perceba a troca acontecendo.
Cristo ensinou que ninguém pode servir a dois senhores, a Deus e às riquezas. O perigo está na exigência de confiança que o dinheiro reivindica para si, uma confiança que só Deus merece receber.
Hoje, examine com honestidade se a sua paz depende mais do que está na sua conta do que da fidelidade de Deus, e confesse essa troca em oração se ela existir.