03/03/2020
Tente se lembrar do último comercial de sabão em pó que você assistiu. Muito provavelmente haviam algumas crianças brincando até que uma delas acabou sujando a roupa. Então, aparece a mãe com o produto mágico que irá resolver aquele problema.
Provavelmente foi algo semelhante com isso, né?
Mas esse comercial poderia muito bem ter uma outra abordagem: gastar seus preciosos segundos falando sobre o produto em si, sua composição química, sobre como é desenvolvido, a confiabilidade que a marca possui e coisas do tipo.
Mas por que não é feito dessa forma?
Dentre várias respostas possíveis (e todas elas corretas), existe algo interessantíssimo que está relacionado ao papel da marca em meio às mudanças culturais.
Quando a ideia de "marca" começou a ser usada, remetendo à ideia de posse, de algo criado por determinada pessoa, o que caracterizava esse período era nossa capacidade de produzir coisas, de utilizar ferramentas. Éramos "homo faber".
No entanto, vieram várias mudanças ao longo do tempo. Passamos de "faber" para "narrans", ou seja, a característica humana que está em evidência é a capacidade de contar histórias, de criar narrativas!
Isso se traduz para o universo das marcas. Não basta oferecer um produto. Não basta dar ao público uma ferramenta para que ela faça uso. É preciso contar uma história e, mais do que isso, possibilitar que ele faça parte dela.
•⠀
•⠀
•⠀
•⠀
•⠀