06/08/2026
A inteligência artificial já fala português de Portugal. E não é uma promessa para o futuro: já está cá, em código aberto, e foi criada por investigadores portugueses.
Chama-se AMÁLIA e é o primeiro grande modelo de linguagem construído de raiz para o português europeu, o nosso contexto cultural e, num ponto que merece atenção, para tratar dados sensíveis em território nacional, em vez de os enviar para servidores lá fora.
Mas a notícia importante para as empresas não é o que o AMÁLIA faz. É o que ele representa: a IA deixou de ser uma tecnologia distante, em inglês, feita para outras realidades. Passou a estar à distância de quem a souber aplicar.
E é aí que muitas organizações vão dividir-se. Umas continuam a olhar para a IA de longe, à espera de perceber. Outras já a estão a usar para ganhar tempo, reduzir tarefas repetitivas, pesquisar informação em segundos e libertar as equipas para o que realmente importa.
Na COMTACTO, a nossa posição é simples: a IA não veio substituir pessoas. Veio tirar-lhes de cima o trabalho que ninguém gosta de fazer. Mas para tirar partido dela sem correr riscos, é preciso preparar o terreno primeiro, as ferramentas certas, os acessos controlados e os dados protegidos.
A tecnologia está a evoluir depressa. A pergunta que f**a é se a sua empresa quer chegar a ela preparada ou a correr atrás.
Já conhecia o projeto AMÁLIA? E acha que Portugal deve continuar a investir em modelos próprios de inteligência artificial? Diga-nos nos comentários.