27/11/2018
Jonas Desmascarado
Jonas e o
peixão. Mais
um ridículo
mito hebreu,
transposto
para a Bíblia
e que é
defendido
(tolamente) por muitas pessoas. O que tem por
trás disso? O que se esconde naquelas linhas?
Como associar historicamente um conto
despretencioso com a queda de uma das
maiores cidades da antigüidade?
Javé, o Omni Tripla Ação, começa o livro de
Jonas com sua raiva costumeira, e querendo
destruir as pessoas. Até aqui, tudo normal.
Nada de novo a respeito de um deus em eterna
TPM.
Jonas 1:1 – Certo dia, o SENHOR Deus
disse a Jonas, filho de Amitai:
Jonas 1:2 – Apronte-se, vá à grande
cidade de Nínive e grite contra ela,
porque a maldade daquela gente chegou
aos meus ouvidos.
Jonas não quis, então pegou um barco, e Deus
criou um vento que quase partiu o navio ao
meio:
Jonas 1:4 – No entanto, Deus mandou
um forte vento, e houve uma tempestade
no mar. Era tão violenta, que o navio
estava em perigo de se partir ao meio.
Javé “Paz e Amor” quando f**a zangado tem
dessas coisas. Quer matar as pessoas, não
importando se são inocentes ou não. No meio
da confusão, Jonas confessa que estava fugindo
de Deus, e dá a idéia de que era para jogá-lo no
mar:
Jonas 1:12 – Jonas respondeu: –
Vocês me peguem e joguem no mar, que
ele f**ará calmo. Pois eu sei que foi por
minha culpa que esta terrível tempestade
caiu sobre vocês.
Os marujos ainda não quiseram, mas como a
tempestade aumentou cada vez mais,
aceitaram, e a tempestade se acalmou:
Jonas 1:15 – Em seguida, os
marinheiros pegaram Jonas e o jogaram
no mar, e logo o mar se acalmou.
Ah, agora sim! A parte que todos nós
conhecemos: Deus mandou um peixão engolir
Jonas (apesar de Jesus ter dito que era uma
baleia… às vezes a onisciência divina falha,
normal. )
Jonas 1:17 – O SENHOR ordenou que
um grande peixe engolisse Jonas. E ele
ficou dentro do peixe três dias e três
noites.
Jonas ainda orou para Deus, em meio aos sucos
gástricos e restos de comida dentro do peixe…
Jonas 2:2 – Ali, de dentro do peixe,
Jonas orou ao SENHOR, seu Deus,
dizendo:
Jonas 2:3 – Em minha aflição, invoquei
o Senhor, e ele ouviu-me. Do meio da
morada dos mortos, clamei a vós, e
ouvistes minha voz.
Jonas 2:4 – Lançastes-me no abismo,
no meio das águas e as ondas me
envolviam. Todas as vossas vagas e
todas as vossas ondas passavam sobre
mim.
A Bíblia, como não podia deixar de ser, cai em
contradição: Quem jogou Jonas no mar? Os
homens ou Deus? Ora, bolas!! Vimos antes que
foram os homens, mas nos versículos acima, ele
diz que foi o próprio Deus quem o jogou. O
redator desta história era meio confuso… De
qualquer forma, o Senhor dos Anéis Bíblico dá
uma ordem ao peixe para vomitá-lo na praia.
Creio que Jonas devia ser meio indigesto…
Jonas 2:10 – Então o SENHOR deu
ordem ao peixe, e ele vomitou Jonas na
praia.
Como é que Jonas passou pela goela do peixe?
Não existem peixes grandes o suficiente para
que um homem passe pela goela e sem ter sido
mastigado. Nem mesmo se tivesse sido uma
baleia, já que as goelas das baleias não são
grandes. Elas não comem peixes de tamanho
médio. Elas costumam se alimentar “filtrando” o
alimento na superfície, como se fosse um
arrasto de uma rede, em que o animal nada
lentamente com a boca aberta, deixando a água
fluir por entre as cerdas expostas que capturam
aí os pequenos organismos que constituem seu
alimento.
Voltando ao besteirol, digo, ao relato do capítulo
seguinte, Javé, mau feito um pica-pau, manda
novamente avisar a Nínive que ela ia ser
destruída. O mais curioso é que a pregação de
Jonas mostra como as coisas mudaram muito
pouco. Afinal, ainda hoje o melhor método de
convencimento das igrejas é a ameaça. TJR-16
(prega o amor de deus num minuto e no minuto
seguinte diz que todo mundo vai pro inferno).
Jonas 3:4 – Jonas entrou na cidade,
andou um dia inteiro e então começou a
anunciar: “Dentro de quarenta dias,
Nínive será destruída!”
Os crédulos (e tolos) habitantes de Nínive
acreditaram nele e se arrependeram (segundo a
própria Bíblia, 120 mil crianças inocentes iam
ser destruídas pelo bom e misericordioso Deus).
Isso fez Deus mudar de idéia (mais uma
contradição se levarmos em conta a onisciência
de Deus) e tornou Jonas um falso profeta.
Doideira? Bom, é o que diz o livrinho mágico.
Jonas 3:10 – Deus viu o que eles
fizeram e como abandonaram os seus
maus caminhos. Então mudou de idéia e
não castigou a cidade como tinha dito
que faria.
Jonas, é claro, não gostou de f**ar com a fama
de mentiroso. Por quê? Você gostaria?
Jonas 4:1 – Por causa disso, Jonas
ficou com raiva e muito aborrecido.
Jonas 4:2 – Então orou assim: – Ó
SENHOR Deus, eu não disse, antes de
deixar a minha terra, que era isso
mesmo que ias fazer? Foi por isso que
fiz tudo para fugir para a Espanha! Eu
sabia que és Deus que tem compaixão e
misericórdia. Sabia que és sempre
paciente e bondoso e que estás sempre
pronto a mudar de idéia e não castigar.
Jonas 4:3 – Agora, ó SENHOR, acaba
com a minha vida porque para mim é
melhor morrer do que viver.
Fico imaginando Jonas com as mãos na cintura,
peitando Deus:
– Olha aqui sua vagabunda! Não me chama de
mentiroso não, senão arranho tua cara, tá??
E isso por quê? Porque Javé gosta de dar uns
pitis:
– Olhem aqui, bofes e mocréias! Eu extou
moooooooooooorta de tentar ser amada… herr,
hã… digo amad O , por voxês (isso mesmo! Javé
fala em miguxês ). Voxês não me dão bola?
Bandidos, bandidos, bandidos! (dando soquinho
na mão espalmada e batendo o pézinho) só por
causa disso vou ferrar voxês! Vou rodar minha
baiana. Ó!
Agora, o maior nonsense, contradição, absurdo e
maluquice desta história toda: Deus fecha a
cara e passa um pito em Jonas por ele ter
f**ado brabo, alegando que havia pessoas
inocentes em Nínive.
Jonas 4:11 – Então eu, com muito mais
razão, devo ter pena da grande cidade
de Nínive, onde há mais de cento e vinte
mil crianças inocentes e também muitos
animais!
Muito curiosamente, o Senhor dos Anéis Bíblico
não estava nem um pouco preocupado em virar
um navio no mar cheio de pessoas inocentes
por causa de Jonas um dia antes. E por quê?
Porque ele queria arrepiar com uma cidade
inteirinha, mesmo tendo pessoas inocentes nela.
Bom, isso evidencia que o “bom” Deus Javé não
passa de uma entidade com sérios problemas
comportamentais, instável, e por isso nem um
pouco digno de confiança, e que gosta de fazer
sádicos joguinhos psicológicos com as pessoas.
Qualquer semelhança com o bandido Jigsaw
não é somente semelhança…
Qualquer pessoa com um mínimo de imaginação
pode perceber o absurdo hilário desse besteirol
todo. Você tá calmo e tranqüilo em sua cidade
(Nínive, é claro), chega um Zé Ruela sozinho na
praça e f**a berrando que tudo vai ser destruído
(como esses caras falando que o mundo vai
acabar) e as pessoas não apenas dão atenção
mas acreditam! As pessoas são capazes de
coisas extraordinárias.
Depois disso, passa um tempo e nada acontece.
Pô, aquele maluco fez todo mundo se alarmar à
toa por causa de um deus qualquer. Que tal a
gente dar uma surra naquele id**ta pra ele
aprender?
Imagina trabalhar para alguém assim:
• Manda você ir lá e avisar que uma cidade vai
ser destruída.
• Você, num gesto de lucidez, decide não fazer
isso e seu “chefe” decide dar um fim em você e
manda um capanga (no caso, um peixe) dar
conta de ti.
• Sem saída, você decide ir lá e avisar a cidade
desesperadamente.
• Então, o “capo” celestial decide que não vai
mais destruir coisa nenhuma e faz você passar
por bobo (ter feito você ser engolido por um
peixe não tinha sido suficiente).
• Você se sente ofendido, lógico, e ainda toma
um esporro, já que havia pessoas inocentes
(coisa que você mesmo tinha dito antes).
Agora sobre Ninive ter sido destruída não
parece que isso fez muita diferença pro Jonas.
Vamos aos aspectos históricos: Nínive era uma
grande cidade da Assíria. Um dos seus maiores
reis, com certeza foi Assurbanipal que em mais
ou menos 670 A.E.C. criou uma fabulosa
biblioteca, que continha milhares de tábuas
contendo registros no tipo de escrita daquele
tempo: a cuneiforme.
Somente muito tempo depois, a Grande
Biblioteca de Alexandria (no Egito) a
suplantaria. O motivo de verdade que judeus
odiavam Nínive é porque era uma cidade
grandiosa, infinitamente mais organizada que
Israel e que a tomou na mão grande,
dispersando israelitas e tomando vários como
escravos em 721 A.E.C. Ainda por cima, o
pessoal de lá afirmou que o deus deles, Assur,
tinha dando um pau no Javé o que deixou os
hebreus muito irritados, o que certamente
inspirou essas várias passagens sobre a “ira
divina contra Ninive”.
Bom, o fato dos queridinhos hebreus alegarem
ou deixarem de alegar que fora obra do “Sinhô
dus Anéis” não muda a história. E não foi nada
referente com Javé (mais uma vez) estar de
TPM contra os assírios. A Assíria caiu por
causa da guerra com os medos e babilônicos
(em 640 A.E.C.). Isso levou aquele monte de
baby sitter de cabras filhos de Éber terem que
servir ao povo da babilônia, acabando sendo
escravos de lá. Só isso nada mais. Daí quando
acabou o império assírio, por motivos
indiferentes à existência de Javé das Candongas
ou não, tentaram usar isso como propaganda
pró-Javé. Isso remete a não querer admitir
“meu deus levou umas porradas do deus deles”.
Quem gosta de perdedores?
Bom, depois disso, o que acontece? O “povo
escolhido”, depois de ser dominado pela Assíria,
acaba sendo escravo da Babilônia. Lindo, não?
Depois disso, os persas (muito mais
“bonzinhos”) – liderados por Ciro – permitiram
voltar para Judá e reconstruir o templo; e depois
vieram os gregos (comandados por Alexandre
Magno) e finalmente os romanos.
Os hebreus nunca foram respeitados, como
civilização, por ninguém. Apanharam de todo
mundo. Só conheceram unif**ação novamente
(ou, melhor dizendo, “realmente”) em 1948 com
a formação do Estado de Israel, e assim mesmo
por causa do holocausto.
O mito de Jonas é apenas um modo de tirar o
recalque contra a civilização que dominara o
povo ao qual os redatores deste conto
pertenciam.